Hospital investe em comunicação interna e conquista prêmio
Seria bom que os hospitais da Baixada Santista, principalmente o Santo Amaro, em Guarujá, tomassem atitudes profissionais como essa do Hospital de Coração de São Paulo. A matéria é da colega Izabela Vasconcelos, do site Comunique-se. Comunicação não é gasto, é investimento. 
Mobilizar mais de três mil colaboradores para a prática de mais de mil padrões de qualidade era o desafio do Hospital do Coração, Hcor, em São Paulo. O trabalho para a conquista do certificado de acreditação internacional de qualidade exigia tempo e dedicação. “O projeto levou três anos para ser concluído, foi um trabalho de conscientização de longo prazo”, afirma Claudia Cezaro Zanuso, diretora de atendimento da Klaumonforma, agência responsável pela comunicação da campanha. A comunicação interna focou nas principais necessidades dos colaboradores, respondendo como os funcionários poderiam colaborar e por quais motivos deveriam colaborar. Para isso a agência elaborou pôsteres e folhetos explicativos, com distribuição em 16 pontos do hospital, com o objetivo de corrigir padrões no processo de trabalho. “Vamos acreditar” era o mote da campanha, que foi dividida em duas fases. A primeira fase focava no individual e a segunda na equipe. “A campanha também envolvia encontros presenciais com os facilitadores de cada área, para aferição do que tinha melhorado ou não”, explica Claudia. A agência também cuidou da atualização da intranet e envolveu os colaboradores na campanha por meio de fotos e anúncios das equipes que mais se destacavam nos resultados. “Os colaboradores foram protagonistas da campanha. A ideia era trazer o público interno para essa responsabilidade”, conta Claudia. No final de 2006, o Hcor conquistou o certificado de Acreditação Hospitalar, concedido pela Join Commission, dos Estados Unidos. No ano seguinte o trabalho foi reconhecido como a melhor campanha para o público interno, no Prêmio Aberje. “Houve um ganho muito grande para a reputação e imagem do hospital. O diferencial foi trabalhar com a humanização da comunicação”, afirma.
Escrito por Marcus Barreto às 18h44
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Quando os jornais se lixam para o leitor
Reproduzo, a seguir, artigo do brilhante jornalista Luiz Weis (*), publicado no site Observatório da Imprensa, na última quinta-feira, 7 de maio. É um fiel retrato de como a classe política acredita na impunidade reinante neste País e, por isso, pouco se importa com as denúncias da imprensa e do que pensa a opinião pública. 
Nem a Folha, nem o Globo, nem o Estado, para ficar nos três principais diários nacionais, se deram o trabalho de informar quem é o deputado Sérgio Moraes, que está na primeira página das suas edições desta quinta-feira, 7. Ele fez por merecer. Relator, no Conselho de Ética da Câmara, do processo por quebra de decoro contra o colega Edmar Moreira – o dono do castelo de R$ 25 milhões suspeito de embolsar parte da verba indenizatória a que tem direito para reaver gastos autorizados –, Moraes sustenta que Edmar não fez nada de errado. E pôs para fora o que provavelmente uma ampla maioria dos parlamentares brasileiros pensa mas não diz: “Estou me lixando para a opinião pública.” Foi assim que respondeu à pergunta de um jornalista se não temia que pegasse mal para ele a absolvição prévia que concedeu ao deputado-castelão que apresentava notas de despesas com serviços de segurança pessoal prestados por firmas de sua propriedade. Moraes fez mais do que se lixar. Explicou por que: “Parte da opinião pública não acredita no que vocês [jornalistas] escrevem.” E produziu uma frase em que jornalistas, cientistas políticos e eleitores deviam prestar muita atenção: “Vocês batem, mas a gente se reelege.” Pouco antes, na abertura da sessão do conselho, ele já havia soltado os cachorros na imprensa: “Podem me atirar no fogo que não tenho medo. Tenho sete mandatos e seis filhos [sic], minha mulher é prefeita. Não é pouca vergonha eu estar aqui. Pouca vergonha são aqueles que nunca concorreram a nada se intitularem patronos da ética e da moral, é um jornal que não recolhe impostos, é bater no trabalho infantil e usar crianças em novelas.” Pouca vergonha é o leitor não ser informado de quem se trata o nobre parlamentar. Folha e Estado, burocráticos a mais não poder, só lhe acrescentaram ao nome as siglas inevitáveis que designam o partido e o Estado de um parlamentar. No caso, PTB e RS. O Globo ainda deu que, no ano passado, Moraes defendeu o fechamento do Conselho de Ética; que a sua mulher, Kelly, é prefeita no interior do Rio Grande do Sul – onde, onde? –; que o casal tem problemas com a Justiça, “inclusive investigação sobre suposto envolvimento com uma casa de prostituição”; e que tramitam oito processos contra ele no Supremo Tribunal Federal. Mas o que interessa é a sua trajetória, os sete mandatos que o credenciam a dizer que “vocês batem, mas a gente se reelege”. De fato, ele se reelegeu vereador em Santa Cruz do Sul, na região do Vale do Rio Pardo, em 1988, deputado estadual em 1994 e prefeito da mesma cidade em 2000. Em 2006, chegou à Câmara federal com 86 mil votos. Com a folha corrida que tem, ele pode servir de exemplo do alcance frequentemente limitado do escarcéu da imprensa sobre as baixarias dos políticos para as frondosas carreiras de tantos deles. Mais uma razão para, como diria o deputado, bater nos jornais de hoje por não terem contado a história do sucesso dessa triste figura. (*) Prêmio Esso de Jornalismo Científico, em 1990, Luiz Weis é jornalista, pós-graduado em Ciências Sociais pela USP, onde lecionou Sociologia da Comunicação. Escreve no Observatório da Imprensa e no jornal O Estado de S.Paulo. Entre outras atividades, foi redator-chefe das revistas Superinteressante e IstoÉ, editor-assistente da Veja, editor político e apresentador do programa Perspectiva da TV Cultura, editor nacional da Visão e editor de assuntos especiais da Realidade.
Escrito por Marcus Barreto às 18h16
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Noticiário Rio-SP
A Rede Record de Televisão inova a partir desta segunda-feira, 11 de maio. Saindo dos padrões convencionais, vem aí um jornalístico que não será local, regional, estadual ou nacional. O Balanço Geral terá noticiário das duas principais cidades do País - São Paulo e Rio de Janeiro -, sob o comando de Wagner Montes. O programa continuará sendo produzido no estúdio carioca, mas tratará de temas das duas capitais. É a primeira vez, nos quase 56 anos da Record, que um programa de fora da matriz será transmitido pela cabeça de rede. Com longa experiência na apresentação de programas para o público paulistano, Wagner Montes não se assusta com o desafio e afirma que o modelo continuará sendo o mesmo. Ele diz que conhece São Paulo na palma da mão, é corinthiano roxo e passa todos os finais de semana na cidade, com a minha família. Wagner Montes tem quase 30 anos de televisão e, atualmente, também ocupa uma cadeira na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. O atual apresentador do Balanço Geral em São Paulo, Geraldo Luis, deixa o programa para se dedicar a um novo projeto na emissora. 
Escrito por Marcus Barreto às 16h25
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Record contrata Ana Paula Padrão
O jornalismo da Rede Record de Televisão está mais forte. Ana Paula Padrão foi contatada e vai dividir com Celso Freitas a apresentação diária do Jornal da Record. O acordo terá duração de quatro anos. Em 2005, após 18 anos de TV Globo (cinco deles à frente do Jornal da Globo), a jornalista foi para o SBT, onde começou apresentando o SBT Brasil. No final de 2006, ela deixou a bancada e passou a produzir o SBT Realidade. Na Record, Ana Paula Padrão vai se dividir entre a bancada do Jornal da Record e reportagens para a emissora. Aliás, foi essa a proposta que ela considerou tentadora. Não queria deixar a reportagem de lado, embora tenha consciência de que sua presença na bancada seja uma demanda do mercado e do público. A emissora deve formar um núcleo de reportagens para produzir e editar matérias de Ana Paula Padrão. Como ela pediu um mês para se organizar em sua produtora, o trabalho no Jornal da Record deve ter início em junho. 
Escrito por Marcus Barreto às 23h05
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Checar é preciso
O estudante de Sociologia Shane Fitzgerald, de 22 anos, da Universidade de Dublin, na Irlanda, usou a Wikipedia para mostrar os riscos que os veículos de comunicação correm ao não checar as informações divulgadas na Internet. Logo após a morte do compositor Maurice Jarre, no final de março, ele inventou uma frase e a cadastrou na enciclopédia colaborativa, atribuindo-a ao artista. A frase: "Pode-se dizer que minha vida foi uma grande trilha sonora. A música foi minha vida, me trouxe à vida e com música é como quero ser lembrado depois de deixar essa vida. Quando eu morrer, haverá uma valsa de despedida tocando em minha cabeça, que só eu poderei ouvir". O estudante esperava que alguns blogs reproduzissem a declaração. No entanto, jornais respeitáveis, como o inglês The Guardian, caíram na farsa. "Bons jornais da Inglaterra, Índia, Estados Unidos e até Austrália usaram minhas palavras quando noticiaram a morte de Jarre", declarou Fitzgerald, em um artigo publicado no Irish Times. De acordo com o estudante, "era algo totalmente inventado, que não foi dito por Maurice Jarre, nem por ninguém. Os experimentos de ciência social sempre têm questões éticas, pelo fato de as pessoas serem usadas como cobaias. Não queria manchar ou distorcer a reputação de ninguém e, por isso, decidi divulgar uma frase que não afetaria a grandiosidade de Jarre". A frase não está mais no verbete da Wikipedia sobre o compositor. O Guardian corrigiu o obituário, afirmando que a frase havia sido criado e tinha se espalhado por outros sites. 
Escrito por Marcus Barreto às 11h22
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Esse tal de bairrismo
No próximo fim de semana, começa o Campeonato Brasileiro de Futebol. Na Série A, são 20 clubes de nove estados - São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Bahia e Pernambuco. Com certeza, ao longo das 38 rodadas, haverá muita emoção em jogo. A rivalidade entre paulistas e cariocas ainda persiste, mas hoje em menor intensidade, até porque os outros centros também cresceram em termos futebolísticos. Além disso, há um desequilíbro de forças, pois o bloco paulista tem Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Barueri e Santo André, enquanto o carioca é formado apenas por Flamengo, Fluminense e Botafogo. Isso não significa que muita gente no futebol, principalmente a imprensa, continue fomentando essa besteira chamada bairrismo. Paulista apressado e estressado, carioca folgado e malandro - são alguns conceitos pré-estabelecidos na cabeça de muitos, que, em geral, geram avaliações equivocadas e grandes injustiças. Lembro, por exemplo, do carioca Mario Jorge Lobo Zagallo - bicampeão do mundo pela Seleção Brasileira como jogador (58 e 62) e campeão mundial outras duas vezes com o selecionado canarinho, como técnico (1970) e como auxiliar-técnico (1994). Durante a maior parte de sua vida no esporte, Zagallo conviveu com o ranço e a perseguição implacável da imprensa paulista. No final de 1998, o 'velho Lobo', que havia dirigido somente a Seleção e clubes cariocas, desembarcou em solo paulistano, para encarar a missão de comandar a Portuguesa de Desportos. Sua passagem pela Lusa não foi vitoriosa dentro de campo, mas, fora dele, ele aplicou uma goleada em seus críticos. Convivi com Zagallo nas muitas vezes que cobri jogos e competições da Seleção Brasileira. Um profissional trabalhador e correto. Um homem educado, extrovertido, brincalhão e disposto ao diálogo. Sempre concedia entrevistas, parava para conversar, debatia táticas, explicava seus esquemas aos repórteres, contava histórias engraçadas. Uma pessoa simples e cativante. Na temporada de 1999, quando a imprensa paulista teve a oportunidade de estar ao lado de Zagallo no dia-a-dia, as barreiras e preconceitos foram derrubados. Muitos que falavam mal dele, sem ao menos o conhecerem direito, mudaram de opinião. Ali, o bairrismo com Zagallo caiu. Hoje, com 77 anos de idade e apresentando problemas de saúde, o 'velho Lobo' está aposentado. Porém, ele deixou um importante legado de vitórias no futebol, ao longo de seis décadas de bons serviços prestados. Mais do que carioca, Zagallo é brasileiro. 
Eu e Zagallo, em 1995, durante a Copa América, em Montevidéu (Uruguai)
Escrito por Marcus Barreto às 14h01
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CAMPEÃO INVICTO!
O Corinthians é o campeão paulista de 2009. Invicto! A proeza foi obtida com 13 vitórias e dez empates (aproveitamento de 71%). A equipe marcou 41 gols e sofreu 18 - saldo positivo de 23. A última vez que o Timão conseguiu esse feito foi em 1938. E desde 1972 ninguém faturava o Paulistão sem derrotas. A conquista estava engatilhada desde domingo passado, quando o Corinthians bateu o Santos por 3 a 1, em plena Vila Belmiro, com show de Ronaldo Fenômeno. Neste domingo, no Pacaembu, ele não brilhou, mas o time administrou a excelente vantagem e garantiu seu 26º título estadual com um empate por 1 a 1. Um técnico humilde, inteligente e trabalhador: Mano Menezes; um grande goleiro, de maravilhosas defesas: Felipe; um lateral-direito com fôlego e raça: Alessandro; uma dupla de zaga entrosada e eficiente: Chicão e William; um lateral-esquerdo habilidoso e decisivo: André Santos; uma dupla de volantes de alto nível, que sabe marcar e atacar: Christian e Elias; um meia-armador técnico e de toque refinado: Douglas; três atacantes - um solidário e de incrível obediência tática: Jorge Henrique; outro veloz e audacioso: Dentinho; e, por fim, o craque, o gênio, o fenômeno: Ronaldo. Além deles, outros atletas importantes, que ajudaram o Timão a chegar ao título, como Diego, Wellington Saci, Fabinho, Túlio, Moraes, Souza e Otacílio Neto - só para citar alguns. Ah, e tem "aquele" diferencial: a Fiel Torcida, com sua vibração, incentivo e emoção. Agora, é lutar pela Copa do Brasil e Brasileirão. Serão desafios bem mais difíceis, mas agora o Corinthians já não é mais encarado como um time de Série B. É uma equipe de ganhou entrosamento e personalidade. Passou a ser uma das forças do futebol nacional. Realmente, o Coringão voltou! 
Escrito por Marcus Barreto às 23h43
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Os dez piores países para ser blogueiro
Com um governo militar que restringe o acesso à internet e impõe duras e longas penas de prisão aos que postam material crítico, Mianmar (a antiga Birmânia, país do sudeste asiático) é o pior lugar do mundo para ser blogueiro, segundo o novo relatório do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). O informe, "Os 10 piores países para ser blogueiro", também identifica vários países no Oriente Médio e na Ásia onde a penetração da internet aumentou e, em resposta, cresceu a repressão governamental. "Os blogueiros estão na vanguarda da revolução informativa e seu número se expande rapidamente" disse o diretor executivo do CPJ, Joel Simon. "Mas os governos estão aprendendo rapidamente a usar a tecnologia contra os blogueiros, censurando e filtrando a internet, restringindo o acesso à web e extraindo informações pessoais. Quando nada disso funciona, as autoridades simplesmente encarceram alguns blogueiros para intimidar o restante da comunidade online, esperando silenciá-la ou que ela exerça a autocensura". Baseando-se em uma combinação de detenções, regulamentações e intimidações, as autoridades do Irã, Síria, Arábia Saudita, Tunísia e Egito surgiram como líderes na oposição à internet no Oriente Médio e norte da África. China e Vietnã, onde culturas desenvolvidas de blogueiros têm sido vítimas de monitoramentos e exaustivas restrições, são os piores países para blogueiros na Ásia. Cuba e Turcomenistão, nações onde o acesso à internet está fortemente limitado, completam a lista. "Os governos nesta listagem estão tentando um retrocesso na revolução da informação e, por agora, estão conseguindo", acrescentou Simon. "Os grupos defensores da liberdade de expressão, os governos preocupados, a comunidade online e as empresas de tecnologia devem se unir para defender os direitos dos blogueiros no mundo". Formas de perseguição - O CPJ apurou que em 2008 os blogueiros e outros jornalistas da internet fizeram parte do grupo profissional com mais pessoas encarceradas por seu trabalho, superando pela primeira vez o número de jornalistas de meios de comunicação impressos e audiovisuais na prisão. O CPJ divulgou este informe para relembrar o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, em 3 de maio, e para destacar uma importante ameaça emergente para a liberdade de imprensa no mundo. O CPJ considera como jornalistas os blogueiros que cumprem uma tarefa informativa ou que fazem comentários baseados em fatos.
Metodologia - Após consultar peritos em internet, o CPJ desenvolveu oito perguntas para avaliar as condições dos blogueiros no mundo. As perguntas são as seguintes: * Há blogueiros encarcerados no país? * Os blogueiros precisam enfrentar perseguição, ataques cibernéticos, ameaças, agressões ou outro tipo de repressão? * Os blogueiros se autocensuram como medida de proteção? * O governo limita as conexões ou restringe o acesso à internet? * É solicitado que os blogueiros se registrem junto ao governo ou entreguem um nome e um endereço identificável antes de poder blogar? * O país tem regulamentações ou leis que possam ser utilizadas para censurar os blogueiros? * O governo monitora os cidadãos que usam a internet? * O governo usa tecnologias para filtrar, bloquear ou censurar a internet? Usando estes critérios, os peritos regionais do CPJ nominaram uma série de países para a lista. A classificação final foi determinada através de uma votação da qual participaram pessoal do CPJ, assim como peritos externos à organização. * Do site Observatório da Imprensa

Escrito por Marcus Barreto às 17h45
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Lei de Imprensa é revogada pelo Supremo Tribunal Federal
A Lei de Imprensa foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Em julgamento realizado na tarde de ontem (30 de abril), sete dos onze ministros da Casa se manifestaram pela extinção total do texto. O presidente do Tribunal, Gilmar Mendes, finalizou a sessão pedindo, em seu voto, a manutenção de artigos referentes ao direito de resposta. Apenas o ministro Marco Aurélio Mello defendeu a manutenção da lei. O STF aceitou pedido de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental impetrada pelo PDT e, a partir de agora, o judiciário deve se ater aos códigos civil e penal para julgar questões relativas à atividade jornalística. A sessão de hoje deu prosseguimento ao julgamento iniciado no dia 1º de abril. Naquele dia, o relator do processo, Carlos Ayres Britto, e o ministro Eros Grau declararam seus votos pela extinção da lei. Ontem, foram acompanhados pelos ministros Carlos Alberto Menezes Direito, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Cezar Peluso e Celso de Mello. Os ministros Joaquim Barbosa e Ellen Gracie votaram pela manutenção de artigos que tratam de calúnia, injúria e difamação, acatando a revogação parcial da Lei de Imprensa. O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murillo de Andrade, considerou positiva a eliminação “de uma legislação inútil e autoritária”. Por outro lado, vê negativamente o vácuo legal e cobra do Congresso a criação de uma nova Lei de Imprensa. “Transferiram um poder imensurável para os juízes de primeira instância. Mas tem o aspecto que a maioria dos ministros também se manifestou favorável ao entendimento de que é possível uma legislação. Não só possível como necessário”, defende. Diferentemente da Fenaj, a Associação Brasileira de Imprensa é contra a criação de uma nova legislação. O presidente da entidade, Maurício Azêdo, comemora o fim da lei que “tinha o signo repressivo da ditadura”. Chamando-a de “falecida Lei de Imprensa”, afirma que a “Constituição assegura a plenitude da liberdade de imprensa e de expressão”. O deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), que ajuizou a ação, se disse “satisfeito”com o resultado do plenário. Em sua opinião, mais do que defender a liberdade de imprensa, a decisão de hoje também “impede que se crie uma lei que impeça manifestações na internet”. “É um momento novo na história da imprensa. Mais do que da imprensa, na história do direito do povo à informação”, afirmou o deputado. * Sérgio Matsuura, do site Comunique-se 
Escrito por Marcus Barreto às 12h29
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Um livro sobre o perfil ideal do assessor de imprensa
O que os jornalistas acham do follow-up? Qual o pior defeito de um assessor? Essas são algumas das perguntas lançadas no livro 'Assessor de imprensa: fonte qualificada para uma boa notícia', do jornalista Rodrigo Capella. A obra traz entrevistas com especialistas, profissionais das maiores assessorias e redações, como Bernardo Kucinski, Inácio Araújo, Lauro Jardim, Luiz Zanin Oricchio, Manoel Carlos Chaparro, Nelson Blecher e Paulo Nassar, entre outros. O livro é resultado de uma tese de pós-graduação que o jornalista apresentou na PUC-SP. Ele se especializou em comunicação jornalística, com ênfase em jornalismo institucional. A pesquisa começou em 2004, com 18 estudos, 18 pesquisas de relacionamento entre assessores e jornalistas. O estudo revela que 27% dos jornalistas acham o follow-up irritante, mas que 86% destes profissionais veem os assessores como parceiros. Capella entende que isso quebra a ideia de que o assessor só existe para divulgar a empresa que ele atende e que essa percepção já chegou à redação. Por outra parte, para 50% dos jornalistas, o pior defeito do assessor de imprensa é a insistência, querer "vender o peixe" a qualquer custo. "O bom assessor é aquele que conhece o dia-a-dia do profissional de redação, os diferenciais dos veículos e a necessidade do jornalista", define Capella. Além disso, o profissional tem que estar atento aos detalhes, como horários e funcionamento das redações. "São pequenos detalhes que fazem do assessor um bom profissional". O jornalista acredita que os assessores têm um papel importante nas redações. "Dificilmente uma notícia é construída sem o envolvimento de algum assessor de imprensa para facilitar o trabalho dos jornalistas", afirma. O livro ainda não teve lançamento oficial. Rodrigo Capella, que atualmente é assessor da FirstCom Comunicação, estuda a possibilidade de fazer um lançamento virtual e interativo, ou convencional. Mas a obra já está disponível para vendas no site www.clubedeautores.com.br, por R$ 29,36. * Izabela Vasconcelos, do site Comunique-se 
Escrito por Marcus Barreto às 17h28
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Livro conta história de jornal esportivo
A história do jornal Lance!, o momento da sua criação e a sua forma de cativar o publico é o foco deste livro. Lançado no dia 25 de outubro de 1997, o diário esportivo Lance! é uma experiência jornalística e empresarial peculiar no universo da imprensa brasileira. Os profissionais, os torcedores e os especialistas são dinamizados por Mauricio Stycer ao trazer à tona a substância ideológica, as lutas e os interesses que mobilizam esses agentes dentro do campo esportivo. O jornal Lance! desde o início possuía duas sedes, uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro, e tinha a intenção de ser um veículo de alcance nacional. Por isso, o jornal torna-se um meio privilegiado de análise entre a relação entre Estado, capital financeiro e empresários. Mas o texto de Stycer vai além do futebol e posiciona a mídia esportiva num panorama que revela os modelos empresariais de gestão e de sucessão de algumas das empresas que vêem no esporte algo a ser explorado do ponto de vista comercial e instrumental. Dessa forma, o jornalista põe em jogo o discurso da mídia da produção imediata das representações sobre o jogo além de suas transformações ao longo da história do esporte. O livro passa em revista as biografias de jornalistas destacados compromissados com os projetos de jornalismo esportivo levados a cabo em alguns dos principais centros de irradiação do futebol no país, até chegar ao epicentro do trabalho, o diário Lance! Unindo o farto material empírico com a própria experiência empreendida pelo autor, uma vez que fez parte do projeto inicial do jornal, produz uma narrativa densa sobre os significados político-editoriais que viabilizaram Lance! no mercado jornalístico. História do Lance! passa em revista o recente processo de modernização do futebol brasileiro do ponto de vista pretensamente descentrado da mídia, revelando também suas contradições inerentes ao trato da paixão futebolística. O autor - Mauricio Stycer é jornalista, com passagens por Jornal do Brasil, Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. Também é professor de jornalismo e doutorando no Programa de Sociologia da FFLCH-USP. 
Escrito por Marcus Barreto às 19h37
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Políticos preocupados com a 'saia justa'
Os deputados federais estão incomodados com as perguntas indiscretas feitas por integrantes de determinados programas de TV - principalmente o CQC (Band) e o Pânico (Rede TV!) - e querem aumentar a rigidez com o credenciamento de imprensa. Os políticos alegam que ficam expostos a 'pagar micos' em rede nacional. É verdade que o tal de 'assessor de imagem' do CQC, que já saiu do ar, ridicularizou os nobres deputados, com uma 'pegadinha' daquelas. No domingo passado, até Sabrina Sato, do Pânico, estava por lá, fazendo perguntas sobre o caso das passagens aéreas, mas na base da palhaçada. Mesmo saindo do padrão tradicional, o CQC é mais jornalístico. Os repórteres usam de sarcasmo e deboche, mas são incisivos e contundentes, deixando nossos congressistas completamente embaraçados. As perguntas, pertinentes, são aquelas que todo cidadão gostaria de fazer. É impagável ver o nobre José Genoíno, outrora tão democrático e combativo, sair correndo ao ver uma câmera de TV. Será que perdeu aquele discurso progressista? Ele tem medo de quê? Bem, leia abaixo a matéria publicada na Folha Online desta terça-feira: Câmara quer maior rigidez com a imprensa para evitar "pegadinhas" A Câmara dos Deputados pretende aumentar a rigidez com o credenciamento de imprensa para evitar que os deputados sejam alvos de pegadinhas feitas por programas de TV como "CQC" (Band) e "Pânico na TV" (RedeTV!). Este foi um dos assuntos levantados durante uma reunião entre os assessores da Casa com o departamento de comunicação. O encontro pretendia discutir a política de comunicação e medidas para melhorar o relacionamento com a imprensa e assessores. A assessoria de imprensa da Câmara justifica que a reunião, que aconteceu na tarde desta segunda-feira (27), não foi orquestrada para discutir medidas contra os programas de TV e explica que o assunto foi apenas um dos pontos comentados na ocasião. Cláudio Lessa, assessor do deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), uma das vítimas do suposto assessor de imagem do "CQC", afirma que é preciso uma maior fiscalização para que os deputados saibam por quem estão sendo entrevistados. "Uma coisa é vir aqui, se identificar como profissional de um veículo. Outra coisa é mostrar documentos falsos e colocar os deputados em uma emboscada", afirma. Já a assessoria de imprensa da Câmara afirma que o credenciamento das equipes do "Panico" ou "CQC" é sempre aprovado "com tranquilidade". "Essa é uma questão já absorvida à cultura da Casa", diz o assessor. Diego Barredo, diretor do "CQC", afirma que a relação do programa com a Câmara é ótima. "Já deixamos claro o nosso trabalho para eles e temos uma ótima relação com os deputados e assessores", diz. 
Escrito por Marcus Barreto às 14h30
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TST: todo jornalista tem direito à jornada especial de cinco horas

Uma jornalista que atuou como assessora de imprensa na Editora FTD teve o direito à jornada especial de cinco horas garantida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Segundo a decisão, “não há como recusar à jornalista o direito à jornada especial estabelecida em lei, ainda que a empresa se dedique a atividade fim diversa”. A jornalista trabalhou por cerca de dez anos na editora e, em outubro de 2000, após ser demitida, ingressou com ação na 49ª Vara do Trabalho de São Paulo pedindo, entre outras verbas, o pagamento das horas extras. Sua jornada de trabalho era de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 14h15, mas se estendia até as 21 horas, em média três vezes por semana. Em primeira instância, o pedido foi negado. Em recurso ajuizado no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT/SP), a jornalista reiterou o pedido. Ele foi novamente rejeitado sob o entendimento de que o direito à jornada especial de cinco horas, prevista no artigo 303 da CLT, só seria válido quando a atividade fosse exercida em empresa jornalística, conforme o Decreto-Lei 972/1969. No julgamento do recurso no TST, houve outra interpretação da legislação. O ministro relator, Lelio Bentes Corrêa, destacou que o ramo de atividade da empresa é irrelevante, sendo o principal a atividade exercida pela profissional. A tese foi acolhida por unanimidade pelo Tribunal, que determinou o retorno dos autos ao TRT/SP para o reexame dos pedidos. Com informações do TST.
Escrito por Marcus Barreto às 12h08
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Timão com a mão na taça
Em futebol, tudo é possível. A história registra grandes goleadas, viradas heróicas, títulos memoráveis. Mas a verdade que o Corinthians está com uma das mãos na taça do Paulistão 2009, após derrotar o Santos neste domingo, por 3 a 1, em plena Vila Belmiro. O time do Parque São Jorge pode perder por diferença de até dois gols, domingo que vem, no Pacaembu, para faturar seu 26º título estadual. Tudo pode acontecer, é claro. O Peixe vai para o tudo ou nada. Mas terá como adversário uma equipe que não perdeu nenhum jogo este ano, está entrosada, possui esquema tático definido, tem raça e determinação, e não é batida por diferença de três gols desde a fatídica campanha do Brasileirão 2007. E mais: seu camisa 9 é Ronaldo, o Fenômeno, que deixou de ser promessa e esperança para se tornar uma feliz realidade. Hoje, na Vila, ele foi genial. Depois de já ter carimbado Palmeiras e São Paulo, ele deixou duas marcas no Santos. E não foram simples gols. Foram verdadeiras pinturas, obras de arte. No primeiro, de pé direito, "matou" um chutão de Chicão, ajeitando para o pé esquerdo e tocando com categoria na saída do goleiro Fábio Costa. O segundo foi sacanagem. Ronaldo recebeu passe de Elias, driblou Triguinho com um toque de chaleira e novamente, bateu de canhota. Mas dessa vez, encobrindo o goleiro adversário. A bola "beijou" suavemente a rede. Até o Rei Pelé, que assistia à partida de seu camarote, se rendeu ao craque e aplaudiu. No próximo domingo vai pintar uma zebra ou haverá mais show? 
www.corinthians.com.br Milton Trajano
Escrito por Marcus Barreto às 23h40
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Deus fecha a janela mas deixa aberta a porta
Na vida tudo passa, não importa o que tu faça O que te fazia rir hoje já não tem mais graça Tudo muda, tudo troca de lugar O filme é o mesmo, só o elenco que tem que mudar (...) (...) A fera tá ferida mas não tá morta Deus fecha a janela mas deixa aberta a porta (...) (...) Então se ligue, busque felicidade Pra existir história tem que existir verdade * Túlio Dek

Escrito por Marcus Barreto às 12h46
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